Na próxima segunda-feira (dia 17 de julho), um grande número de brasileiros irão conseguir renegociar suas dívidas e sair das listas de insolventes. Tudo isso com o novo programa da Desenrola Brasil; continue lendo 

1,5 milhões de brasileiros que devem no mínimo R$100 irão sair das listas de negativados, e os que possuem uma renda máxima de R$20 mil podem pedir um auxílio com instituições financeiras para renegociar as suas dívidas. Isso tudo será possível a partir da próxima segunda-feira (dia 17 de julho), quando o programa Desenrola Brasil entrar em vigor. 

Quais bancos participam neste programa? 

  • Bradesco; 
  • Banco do Brasil; 
  • Itaú Unibanco; 
  • Caixa econômica; 
  • Santander. 

Os cinco maiores bancos do Brasil irão participar desse programa. O primeiro passo para o programa funcionar foi realizado nesta sexta-feira (14 de julho). Se suas dívidas estão inscritas até dia 31 de dezembro de 2022, então você poderá quitar os débitos no mínimo de 12 meses. 

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Quem se pronunciou sobre o assunto? 

Sobre o programa Desenrola, o secretário de reformas econômicas da pasta, Marcos Barbosa Pinto, e o presidente da FEBRABAN, Isaac Sidney, se pronunciaram sobre o assunto. Pinto refere que para o programa funcionar, a população deve sair dos cadastros de insolventes e renegociar suas dívidas para voltar a possuir um crédito positivo. Não só isso, mas os bancos irão possuir mais de R$50 bilhões para socorrer os brasileiros. 

Por outro lado, Sidney acredita que esse programa vai ajudar a população a possuir mais responsabilidade e a reduzir os consumidores negativos. O que consequentemente irá melhorar a situação do país e a sua economia. 

E a situação nos bancos, como fica? 

Assim como durante a pandemia da doença covid-19, os bancos irão possuir um incentivo regulatório, pois os mesmos não irão receber a garantia FGO (Fundo Garantidor de Operações) para ajudar na renegociação de dívidas antigas e recentes. A participação no programa Desenrola Brasil irá abrir novas oportunidades para as instituições financeiras que participam, pois elas terão direito a um crédito presumido. 

Esse crédito irá melhorar a posição dos bancos e das suas finanças. Não só para impulsionar novos financiamentos, mas também para ajudar mais de 30 milhões de pessoas no Brasil, os bancos contarão com cerca de R$50 bilhões.  

O secretário das reformas econômicas refere ainda que o programa não possui nenhum risco fiscal, pois o crédito se encontra nos balanços dos bancos, e o mesmo apenas seria inutilizável caso o banco quebrasse ou falisse. Pinto também afirma que a abertura de espaço no balanço aumenta a cobrança do mesmo. Isso porque o banco paga um imposto, logo o impacto fiscal é irrelevante, como foi provado pelas duas coisas líquidas. 

De que forma isso irá afetar a população? 

De acordo com o programa, pessoas com o nome sujo por dívidas de até R$100 não irão mais ser cobradas ativamente pelas dívidas. Isso porque a equipe econômica acredita que, se tudo correr bem, o programa conseguirá atingir até 1,7 milhões de pessoas. Mas isso só será possível caso outras instituições financeiras aderirem ao programa. 

Para serem capazes de participar no programa, as instituições financeiras foram instruídas pelo governo a remover a negativação dos devedores. Dívidas bancárias, de serviços básicos e de companhia estão incluídas, e tudo isso será feito até agosto. A última etapa do desenrolar é seletiva, ou seja, apenas as instituições financeiras que ofereçam os melhores descontos poderão participar dela. 

Essa última etapa terá como foco brasileiros que ganham mensalmente até dois salários mínimos (R$2.640). Os mesmos devem também estar cadastrados no Cadastro único de programas sociais e possuir dívidas de até R$5.000. 

Como serão feitas as negociações? 

Todas as negociações serão feitas na conta dos usuários no gov.br, para conseguir evitar fraudes. Em setembro, em âmbito do programa, uma plataforma será disponibilizada para que o grupo que possui cerca de 40 milhões de brasileiros com cerca de R$1.200 em dívidas possa realizar as negociações. O grupo terá que realizar as negociações, e caso obtenham propostas, devem escolher uma de duas opções: pagar logo, ou parcelar o valor com juros de 1,99% ao mês, no máximo de 60 meses.  

A Fazenda refere que dar oportunidade ao cliente para escolher o banco de onde fará a renegociação, causará conflitos entre os bancos, por isso nesse momento o FGO possuirá R$8 bilhões para avaliar as propostas. Isso será chamado de faixa 1, e nessa faixa, certos financiamentos não serão permitidos, como, por exemplo, de crédito rural, financiamento imobiliário, créditos com garantia real, etc. 

Como funciona o programa Desenrola? 

A partir de segunda, cerca de 1,5 milhões de brasileiros com dívidas de até $100 não serão mais considerados negativados e poderão ter acesso ao crédito mais uma vez. Pessoas com renda mensal de até R$20.000,00 poderão fazer uma renegociação dos débitos, de vontade própria com os bancos. Quem realizar essa etapa, terá no mínimo 12 meses para pagar suas dívidas inscritas até dia 31 de dezembro de 2022. 

O que vem depois? 

Um leilão por categorias de crédito será realizado em agosto, e quem oferecer o maior desconto para uma dívida renegociada será o vencedor. Após isso, a partir de setembro, a negociação entre o banco e o devedor será realizada. 

Qual o valor total negociável? 

Após calcular tudo, o governo chegou à conclusão que cerca de R$50 bilhões poderão ser livremente negociados, e cerca de 30 milhões de brasileiros serão beneficiados. Tudo isso a partir do dia 17. Fora isso, cerca de 40 milhões de pessoas no Brasil serão beneficiadas via a plataforma digital, esse valor será impactado pelos descontos oferecidos pelos bancos aos devedores. 

O que irá acontecer na próxima fase do programa? 

Na próxima fase, pessoas que ganham por mês no máximo dois salários mínimos (R$2.640), e que possuam dívidas de até R$5.000 ou que sejam cadastrados no cadastro único de programas sociais, serão capazes de renegociar as dívidas através da plataforma online. Tudo isso será feito a partir de setembro, e os devedores podem negociar dívidas com bancos, companhias de luz, água, operadoras, etc. O pagamento poderá ser feito à vista, ou em até 60 meses com juros de 1,99%.